Luciana Temer revela câncer de mama e inicia quimioterapia

Luciana Temer, filha do ex-presidente Michel Temer e professora de Direito, informou em suas redes sociais que iniciou o tratamento de quimioterapia contra um câncer de mama. A publicação foi feita no Instagram na sexta-feira, 31 de julho. Luciana, de 57 anos, relatou que começou o tratamento no mesmo dia da gravação do vídeo e descreveu o processo como um caminho difícil.
Na publicação, ela contou que pensou bastante antes de tornar o diagnóstico público. Luciana explicou que decidiu falar sobre o assunto para destacar a importância da rede de apoio neste momento. Ela agradeceu aos amigos e citou as mulheres que já enfrentaram a doença e passaram a compartilhar suas próprias experiências com ela, gesto que classificou como de generosidade tocante. Ela também lembrou que o câncer de mama atinge uma a cada seis mulheres acima dos 50 anos no país.
Dados sobre a doença
O câncer de mama é o tipo mais frequente entre mulheres no Brasil e no mundo. Segundo estimativas do INCA, são esperados cerca de 78.610 novos casos por ano no país entre 2026 e 2028, o que representa um risco de 71,57 casos para cada 100 mil mulheres. Quando a doença é identificada em estágio inicial, a chance de cura pode chegar a 95%, conforme dados da FEMAMA.
No entanto, o acesso ao diagnóstico ainda é um problema no Brasil. Dados do estudo AMAZONA mostram que mais de 70% dos diagnósticos no país acontecem em fases avançadas. A mamografia é o exame mais importante para o rastreamento da doença e é recomendada anualmente a partir dos 40 anos. Para mulheres com risco maior, o exame deve ser feito antes dessa idade, conforme avaliação médica.
O mastologista Guilherme Novita, da Oncoclínicas, defende a ampliação da oferta de mamógrafos para que todas as pessoas em risco consigam realizar o exame. Já Luciana Landeiro, líder nacional da especialidade de tumores de mama da Oncoclínicas, ressalta que o tratamento precisa considerar a pessoa como um todo. Segundo ela, o cuidado humanizado melhora a adesão às terapias e a qualidade de vida durante toda a jornada. Nos últimos anos, os avanços da oncologia ampliaram as opções de tratamento, incluindo terapias-alvo, imunoterapia e estratégias de medicina personalizada.


