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Durigan: próximos passos são reduzir gasto obrigatório e endurecer arcabouço fiscal

Por Giro das Notícias · · 2 min de leitura
Durigan: próximos passos são reduzir gasto obrigatório e endurecer arcabouço fiscal
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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (27) que os próximos passos da agenda econômica do país incluem reduzir os gastos obrigatórios, endurecer o arcabouço fiscal e modernizar o Estado. A declaração foi dada em entrevista à Rádio Jornal de Pernambuco.

Durigan disse que, com a queda da taxa básica de juros, haverá um "boom" de investimentos no país. "Qual é o próximo passo? Diminuir o gasto obrigatório, manter a nossa regra de gasto do arcabouço, ou mesmo endurecê-la um pouco mais para dar esse sinal de credibilidade. E modernizar o Estado", declarou.

O ministro defendeu a unificação das notas fiscais na reforma tributária e o fim da declaração de imposto de renda, afirmando que o Estado "tem que ser solução, tem que ser útil para as pessoas". Ele também avaliou que o governo precisa "seguir transformando regras internas" para controlar as contas públicas.

Na entrevista, Durigan chamou o presidente da Argentina, Javier Milei, de "palhaço" por causa de ataques ao governo brasileiro. "Não dá para entrar na onda que o Brasil vai virar o apocalipse e vai ter problema", afirmou, ao comentar os indicadores econômicos positivos, como a mínima na taxa de desemprego.

O ministro ponderou que os desafios da economia brasileira, como juros elevados e endividamento, ainda não estão resolvidos. Com o custo de crédito alto, a economia tende a desacelerar, mas não há projeção de recessão. "Me parece que eleições são usadas para forçar a barra", disse.

Durigan também falou sobre a situação fiscal do país. Ele garantiu que o desafio nas contas públicas não é urgente ou iminente, mas que é preciso apresentar soluções para uma trajetória mais sustentável dos gastos públicos. Segundo ele, a situação fiscal para o próximo governo será melhor do que a encontrada por ele e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O ministro disse que o Congresso tinha uma lista de "pautas-bomba" para votar neste ano, mas que elas não avançaram graças ao seu trabalho na Fazenda. "Veja que o Congresso Nacional tinha uma lista de projetos para votar até o primeiro semestre. Não votou, graças ao meu trabalho aqui em Brasília", afirmou.

Por fim, Durigan repetiu que o Orçamento de 2027 será enviado sem surpresas e que os gastos públicos, incluindo os da Secretaria de Comunicação Social (Secom), seguem os limites fiscais e estão sujeitos a bloqueios orçamentários.

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